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Enem - democratizando oportunidades

Publicado em 23/10/2013


Em meados de 1998 o Brasil deu um grande passo em direção ao que podemos chamar de quebra de continuidade do modelo de inserção de alunos através dos vestibulares.

Como todo agente de mudança o ENEM gerou criticas e questionamentos por parte da população no que tange a metodologia e a forma, às vezes desastrosa e por parte da elite, por tirá-los da sua zona de conforto, uma vez seus filhos disputariam vagas sob o mesmo prisma que os filhos dos proletariados. Mas não há dúvidas, o exame nacional é melhor em tudo. Esta é a forma como o mundo efetua a transição da escola fundamental para a tão sonhada e disputada vaga na universidade.
As críticas hoje feitas o sistema ENEM tem o seu foco na série de erros básicos cometidos pela instituição, mas não resta duvidas sobre a amplitude, e a validade desta forma de se obter uma vaga numa universidade.

O modelo ainda vigente do vestibular tradicional é uma forma covarde de se excluir uma grande parcela da população de baixa renda de ingressar no ensino superior.
O uso das notas do ENEM para a concessão de bolsas demonstrou a abrangência e a eficácia deste modelo. É neste contexto que encontramos o PROUNI que desde 2004 levou oportunidade de ensino em universidades privadas, a quase 500.000 estudantes carentes.

O aperfeiçoamento do sistema é uma necessidade premente e questão de sobrevivência do ENEM, pois sendo um exame nacional, deixa de ser uma política de estado para ser uma política de governo(e é assim que precisa e deve se encarado).

Os números falam por si e nos mostram que no último exame, em torno de 500 instituições, dentre elas 59 federais se abasteceram de candidatos oriundos do ENEM.

Para sentir como o assunto antigo é abrangente, desde 1960, ano da lei de diretrizes e bases da educação, não houve regulação e a forma de acesso ao ensino superior foi espraiada para as instituições de ensino, que o faziam de forma independente, gerando então desvios.

É neste cenário de grandes expectativas e de poucas mudanças que o ENEM se apresenta como um divisor de águas e uma real oportunidade para todos aqueles que um dia sonham em cursar a sua faculdade numa instituição pública.

É necessário lembrar que não se pode preconizar a tão falada especialização do curso médio por que este deve ser abrangente e geral em todas as instituições, para que quando forem feitas as cobranças de conteúdo haja mais equidade de conhecimento entre os alunos das entidades publicas e privadas, não gerando assim um hiato de conhecimento.

Nos idos de 1900, estudantes já se torturavam passar obter uma vaga nas carreiras de engenharia, medicina e direito. Poucos tinham acessos aos "cursinhos" da época, devido ao altíssimo valor e as peneiras impetradas pela classe dominante.

Ao que podemos ver pouca coisa mudou até aqui. Tendo um Segundo grau feito em instituições particulares, mais cursos preparatórios caríssimos levam os mais abastados a migrarem para uma instituição pública de terceiro grau. Enquanto isto, os "sem recursos" continuam esperançosamente focados numa melhora substancial do ENEM, que com todos os seus problemas, ainda é uma das maiores e significativas mudanças na tentativa de tornar o acesso a estas instituições um modelo democrático.

O Ano de 1964 marcou o que seria a criação de vestibulares com questões mais objetivas a fim de minimizar fraudes ou subjetivismos nas correções e por consequência as famosas "janelas". Neste período também se deu oportunidade de conhecer o raciocínio intelecto cultural com o aparecimento da redação.

A falta de pensamento crítico e da discussão de conteúdo levava à aprovação alunos medíocre, mas, com grande poder memorização.

Um paradoxo ainda sem solução é que as universidades públicas estão lotadas de alunos das escolas particulares e as universidades particulares estão aos borbotões de alunos das escolas publicas.
É neste cenário de grandes expectativas e de poucas mudanças que o ENEM se apresenta como um divisor de águas, de real oportunidade e de possibilidade para todos aqueles que um dia sonham em cursar a sua faculdade numa instituição publica.

 

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